Sofia meets Iggy

Iguanas are the largest lizards in America. They has strong jaws with sharp teeth, very long and sharp tail that is usually half of the body size. The tail is used mainly for defense. Iguanas are among the world’s most endangered animals. The threats they face include severe habitat degradation by human development and invasive species, as well as harvesting for human use. Because iguanas are important seed dispersers for many native plants, their protection is vital to ecosystem health. Actually I shouldn’t have been afraid of her. She has a lot more reasons to be afraid of me.

Top 10 fascinating dolphin facts

  • Dolphins used to live on land before adapting to the water. When scientists studied their fins, they found out that they are actually formed like legs and toes
  • Considering that dolphins now live in the sea and us humans on land, it is interesting to know that just a tablespoon of water in a dolphin’s lung could drown it, while a human would drown after two tablespoons
  • Breathing is not an automatic response for dolphins like it is for humans; they must tell themselves when to breathe, just like your blond ex-girlfriend
  • While sleeping, a dolphin must stay at the surface so its blowhole is not covered with water and it only switches off one side of its brain to keep breathing and staying alert
  • Dolphins give themselves names; they develop their own individual whistles as names. Mariiiiiiiiiiiiiiiiiiiia…
  • If you killed a dolphin during the time of Ancient Greece it was punishable by death, because to the Greeks, dolphins were sacred fish
  • Dolphins are carnivores and an average dolphin eats about 30 pounds of fish a day
  • Dolphin sonar is superior to bats sonar and man-made sonar
  • Dolphins have few natural enemies, and we are their main threat
  • They are as smart as apes
  • They might be even smarter than you flatmate

Oh, they were 11 dolphin facts, I apologise.

Curiosidades sobre Edimburgo ou curious facts on Edi

 

Edinburgh is full of mystery, history and funny stories. There are about 16 thousand historical buildings of different epochs. Last time I counted, it had 112 parks, and more trees per head of population than any other city in the UK. Therefore a lot of places to hang people, they’d have thought in the old days, I bet. Hang on a minute, am I the only one here thinking like this and doing silly word plays? Edinburgh has a nickname, the Auld Reekie or old smoky, because in the past a lot of coal and wood were burnt for heating and the air was always full of smoke. So if your hair has been falling out, thinning, or breaking off at the ends you might want to follow the advice of the city residents, who in the 17th century believed that running the burnt ashes of dove’s droppings on their heads would cure baldness. Worth a try.

A cidade de Edimburgo tem muitas coisas curiosas. Por exemplo, reparei nas tantas janelas fechadas com tijolos. Percebi um pouco depois, em conversa, que em 1748, o governo escocês instituiu um imposto sobre janelas e todas as casas que tivessem pelo menos sete teriam que pagar por isso. Comprar tijolos sai realmente mais barato. No mesmo dia, corri a cidade velha de uma ponta à outra e parei pelo Grassmarket para beber uma Coca-Cola (product placement), que hoje é uma área de pubs, restaurantes e lojas, mas que antes era um mercado medieval onde acontecia a maioria dos enforcamentos públicos. Começo a notar um interesse meu um tanto mórbido por enforcamentos. É uma ideia presente nos dois textos, nas duas línguas. Pode ser coincidência. Mas moving on, não pude deixar de reparar na falta de gosto barra brilhantismo na escolha do nome de um dos pubs da área: Last Drop (a última gota), onde dizem os locais que os condenados à forca iam tomar seu último gole de álcool. Esses não morreram com cirrose. Para além de muitas janelas, muitas árvores, muitas chaminés, existem muitas pessoas ruivas. Não que tenha algo contra elas, tenho até um ou dois amigos ruivos que me ilibam de qualquer acusação de preconceito. Mas enquanto que na maioria dos países os ruivos representam 1% da população, na Escócia as pessoas de cabelos vermelhos são 7%. Outra coisa estranha an cidade (não que ser ruivo seja estranho) é o facto de boa parte dos bancos de praça da cidade, quem sabe todos, terem donos. Em Lisboa e noutras cidades do mundo os cães têm donos, os carros têm donos. Em Edimburgo, os bancos também. Todos os que vi têm placas com o nome de pessoas, que vim a saber já falecidas, e que costumavam sentar-se ali. É bem mais alegre ser-se dono de um banco de jardim ainda que depois de morto do que se ter uma placa numa campa. Mais vale estar-se eternamente sentado do que enterrado, não é? Quem paga por essas placas são as famílias, para homenagear os entes queridos. Ficam todos avisados, se eu morrer amanhã, quero ser cremada e quero ter um banco de jardim. Ao sol e com Wi-Fi, por favor.

Os meus olhos virados para Toronto

Toronto na língua indígena significa Ponto de Encontro. Capital de Ontário, é a maior cidade do Canadá e a quarta maior cidade da América do Norte. É multicultural, atraindo milhares de imigrantes todos os anos. Quase metade dos Torontianos nasceu fora do Canadá. Mais de 100 idiomas e dialectos são falados diariamente na cidade. Tanto que foi difícil aperceber-me do famoso sotaque canadense. Portugueses ou luso-descendentes, existem cerca de 550 mil no Canadá, e 130 mil só em Toronto.
É uma das cidades mais seguras do continente americano. Não é preciso muito, já que concorre com cidades do México, dos Estados Unidos da América, do Brasil, mas ainda assim o nível de criminalidade é tranquilizadoramente baixo.
O que me chocou bastante foi ver a quantidade de sem-abrigos a viver nas ruas da cidade, especialmente da primeira vez que estive lá, porque era Inverno e no Inverno deles a temperatura pode cair até -50 °C durante a noite, se incluirmos o factor do vento. A cidade construiu alguns abrigos, incentivados pela morte de um sem-teto, mas pouco ou nada me pareceu que a cidade faz por eles. Na altura do Natal todos se lembram deles, e depois nos outros 11 meses, o que acontece?

A arquitetura dos prédios e edifícios de Toronto é contemporânea, embora se encontre alguns baseados no estilo gótico ou no Art Déco. De todo o hemisfério ocidental, é a cidade com mais arranha-céus em desenvolvimento. A Torre CN que é dos maiores marcos da cidade, é a segunda estrutura mais alta do mundo, em terra firme sem ser sustentada por cabos, com 553 metros de altura. Gastei um pouco mais do que queria, mas valeu a pena: pisei e andei em cima da mais famosa passadeira de vidro, de 7 centímetros de espessura que facilmente aguenta o meu peso e o peso de mais 11 hipopótamos, sendo que não há qualquer relação óbvia entre mim e um hipopótamo, e dei a volta ao edifício a pé, do lado de fora, a olhar para as pessoas pequeninas lá em baixo, com um fato especial seguro a cabos de segurança que se certificaram de que um ventinho mais rebelde não me transformaria no Peter Pan. Só este passeio de cabelos ao vento custou 195 dólares canadianos. Mas inclui vídeo e fotos. Menos mal: algo que prove a minha loucura. Mas foi interessante fazer o passeio, que está marcado como record mundial do Guinness. Se puder, e ainda sobrar dinheiro, jante ou almoce num dos restaurantes com uma vista de 360°. Para saber mais sobre a CN Tower: http://www.cntower.ca/en-ca/home.html.

Se não tem muitos dias para descobrir Toronto, eu sugeria que comprasse um bilhete para o autocarro Hop On Hop Off que custa cerca de 35 dólares e percorre as partes mais interessantes da cidade. Eu não me arrependi. E pode dar as voltas que quiser com o mesmo bilhete e sair onde quiser. Pode sair na Torre CN, na Casa Loma, no Museu de Sapatos Bata, no Museu Royal Ontario, na Galeria de Arte Ontário, no Hockey Hall of Fame, no Mercado Saint Lawrence, na Distillery, no Museu Railway, no Eaton Centre, em Dundas Square, no Harbourfront Centre, City Hall, Museu Gardiner, Theatre District, Chinatown, no Mercado Kensington, em Bloor Yorkville, em Queen’s Park, Club District, em University Toronto, na Baldwin Village.
A Casa Loma é sem dúvida uma das saídas a não perder. Tem uma aparência de castelo neorromântico, e foi a casa dos sonhos do Sir Henry, um financista canadense. Agora é um museu, mas até 1914 era a maior residência da América do Norte. Entretanto, a casa nunca foi terminada porque o Sir Henry perdeu o seu monopólio de energia em favor do poder público, e depois acabou por investir em terras, e morreu na penúria, com todas as suas propriedades confiscadas por causa da grande depressão no pós-guerra. Mesmo não terminada, a Casa Loma tem 5 acres de jardins, tinha 59 telefones espalhadas nos compartimentos, 2 passagens secretas, túneis, 98 quartos, 30 casas de banho, uma adega com capacidade para 1700 garrafas de vinho, uma biblioteca com mais de 10 mil livros, e foi cenário de muitos filmes e séries de TV, por exemplo foram lá gravadas algumas partes do filme X-Men para representar a escola de mutantes do Professor. Pode saber mais aqui: http://www.casaloma.org.
O Museu de Sapatos mostra a história e evolução dos sapatos, um pouco por todo o mundo, com mais de 12 mil pares. Se gostar de admirar obras de Picasso, Van Gogh e de Rembrandt, a Galeria de arte Ontário é também uma paragem obrigatória. Com 55 mil metros quadrados, abriga mais de 79 mil obras, incluindo algumas datadas antes de Cristo.
Dizem que para se conhecer bem uma cidade deve se conhecer bem pelo menos um dos mercados públicos. O de Saint Lawrence tem 3 edifícios incorporados, mas é no Mercado Sul que consegue comprar frutos do mar frescos, carnes de todos os tipos, queijos de todos os lugares do mundo, frutas e verduras exóticas, todos os tipos de grãos, diferentes tipos de mostarda (Anton Kozlik’s Canadian Mustard), muitos mas mesmo muitos, e deixem-me dizer mais uma vez, muitos tipos de arroz, provar o World Famous Peameal Bacon Sandwich na padaria Carousel, apreciar um churrasco tipicamente português, e encontrar até fast food de frutos do mar.
O Kensington Market vale uma visita ou duas ou dez. No entanto, não se deixe enganar pelo nome. Não é um mercado e sim um bairro artístico e eclético, além de ser o lugar ideal para parar, sentar e fazer uma pausa para um café, ou para uma tarte deliciosa. Se entrar no Wanda’s Pie In the Sky na Av. Augusta vai ver que tenho razão. É que eu nem gosto de tartes e saio sempre de lá com duas na barriga, e ainda a sonhar com a terceira. Nem quero pensar o que seria de mim se gostasse de tartes, alguém teria de me lavar o estômago mais tarde num hospital qualquer. Depois das tartes, resolvi andar mais um pouco a continuar a perder-me pelo bairro. E quase choquei com o Garden Car, ou carro jardim, um projeto artístico criado em 2006, e que consiste num carro todo pintado a grafite e preenchido, logicamente, com terra e plantas. Sim, eu sei: para quem não gosta ou não entende arte, o primeiro pensamento é há quantos anos foi aquele carro abandonado ali. A verdade é que o dia-a-dia de Kensington Market é preenchido com música, filmes, e muitas mostras de pintura e outras artes. Em Dezembro, o bairro realiza um desfile de bonecos gigantes, chamado de Festival de Luzes, com atracões que lembram o circo com pessoas a engolir e a cuspir fogo, mas ao som de muito samba. Este bairro, que no início dos anos 90 era conhecido como Jewish Market, ou mercado Judeu, costumava ter como moradores imigrantes europeus judeus, e ainda hoje pode visitar algumas das sinagogas criadas na época. Hoje em dia, e desde 2006, a área é património histórico nacional. As ruas do Kensington Market tem uma arquitetura vitoriana, com algumas casas muito bem conservadas, mas a maioria dos residentes de agora são chineses, talvez porque essa parte de Toronto está situada mesmo ao ladinho da Chinatown. E com tantos imigrantes em Toronto, provavelmente sentindo saudades de casa e sem falarem bem ou nada inglês, foram nascendo pequenos países dentro dessa cidade tão internacional. A Chinatown é exemplo disso, mas há muitas outras.
A zona entre as ruas Bathurst e Dufferin é conhecida desde 1970 como Little Portugal. Sempre que podia, eu dava um pulinho ao meu Portugal Pequenino para comer um frango assado tradicional. E sabia-me exatamente igual ao frango aqui da velha da Pontinha. No Little Portugal também encontra muitas padarias e pastelarias e se nunca provou é a altura de conhecer o sabor do bolo-rei. Na primeira vez que lá estive, também pude matar a saudade dos tradicionais enchidos portugueses e deliciar-se com as tripas à moda do Porto, carago! Portugal todo cabe em Toronto.

Há restaurantes, papelarias, supermercados, tudo à moda portuguesa. Até cheguei a encontrar num muro, pintado ou em jeito de grafite, uma espécie de desenho do nosso Galo de Barcelos. Não perdi a oportunidade e avancei na neve com orgulho e determinação e tirei uma selfie com ele.

Mas os italianos também se podem sentir em casa em Toronto, em Little Italy, com muitos pizzarias, muitos locais para aperitivos, e quem sabe umas máfias pequenas para não perderem a prática. E a Chinatown não é mais do que uma China pequena.
Mas vale a pena ir a Chinatown nem que seja uma vez. Eu tropecei numa festividade com entrada livre durante o fim-de-semana. Se há algum casamento, ou comemoram o início de um negócio ou qualquer outra coisa que o valha, lá se metem, com todo o respeito, dois chineses dentro de um fato de leão, que no Verão deve ser muito quente e no Inverno muito frio, e atuam à frente de moradores e turistas incrédulos. Sei que parece que não, mas adorei a experiência. Senti-me na China.
Se gosta de caminhar, a rua mais comprida do mundo fica em Toronto: A Younge Street. Tem 1896 km de comprimento e grande parte dela é comercial com muitas atracões turísticas como o Eaton Centre, o Dundas Square, e o Hockey Hall of Fame.
Para fazer compras, eu aconselho as paragens da Eaton Centre, com mais de 200 lojas, e da Dundas Square, que é a praça mais importante e visitada da cidade, e oferece feiras, filmes e música na rua, está rodeada de lojas, restaurantes e bares badalados, como por exemplo o Hard Rock Cafe.
Na Dundas Square tem sempre qualquer coisa a acontecer, nem que seja parar para observar os muitos e suis generis artistas de rua. É a Times Square de Toronto, com uma infinidade de outdoors luminosos ao seu redor. Se lhe apetecer participar de uma discussão sobre religião também é aqui que encontra por vezes um ou dois fanáticos de microfone em punho.

O High Park é o maior parque de Toronto e tem um zoológico de entrada livre. Tem também campos de futebol, ringue de patinagem exterior, jardins e trilhas para caminhadas e ciclismo. Enfim, não faltam são coisas para se fazer em Toronto.

Quando está sol e calor, as ilhas de Toronto são um dos principais destinos não só dos turistas mas também dos moradores da cidade. Tem 230 hectares, mais hectare menos hectare e é a maior comunidade urbana sem carros da América do Norte, por isso vá de bicicleta. Faz bem ao Planeta e à gordura que se costuma acumular à volta da cintura. Alugue por algumas horas uma das bicicletas da cidade, e depois apanhe um dos muitos barcos que seguem para as ilhas e partem do Harbourfront, por 7 dólares canadianos ida e volta. Eu aconselho a Ward’s Beach, é cercada de árvores e áreas para piqueniques.

Toronto é definitivamente um daqueles lugares para visitar antes de se bater as botas. Entendo bem que tenha milhares de imigrantes todos os anos que escolhem Toronto para viver. Um dia sou eu, quem sabe. Se ficou com curiosidade, veja tudo o que pode fazer em Toronto aqui: http://www.city-discovery.com/toronto.