10 Things You Didn’t Know About Table Mountain

1. One of the New 7 Wonders is the World, at over 260 million years old, Table Mountain is older than the Andes, the Alps, the Rocky Mountains and the Himalayas. The Alps are a relatively youthful 40-million years old.

2. Its highest point is Maclear’s Beacon, which is 1085 meters above sea level. That being said, much like some of your ex-partners ego, Table Mountain is still growing. The mountain is often covered in cloud which is known as the ‘Table Cloth’ – the cloud formation that develops over the top of the table mountain because of the forced lifting of air by the earth’s topography.

3. In 1998, former president Nelson Mandela said that Table Mountain was a gift from the Earth. Pretty much what my mom said about me when I was born.

4. A total of 4.2 million people visit it each year, and at least two people get married on Table Mountain every month. It is one of the most photographed places in the world.

5. World famous figures such as Oprah Winfrey, Arnold Schwarzenegger, Margaret Thatcher, Michael Schumacher, Tina Turner, and Sofia Vila Nova have all visited the iconic mark. You still don’t know who this last one is? Follow her on Instagram: @Anasufiavn.

6. For the fit and crazy, there are more than 350 hiking trails or routes available which take between one to three hours to reach the top. The Table Mountain National Park contains also approximately 160km of cycling track. Access is gained via day permits or annual activity permits. But you need to double check this, because I took the cable car. It carries around 65 people at one time now; in 1929 could only allocate 25. It is a scenic view!

7. The Cape of Good Hope section of the Table Mountain National Park is a haven for outdoor enthusiasts and offers besides the hiking and cycling already mentioned, also surfing, angling, picnicking, and beaching opportunities against the breathtaking backdrop of the mountains and coastline of the Cape Peninsula.

8. Animals to be found on the mountain include a Dassie. People say it looks like a guinea pig however to me it really looks just like a big rat. I have seen it with my own two eyes that this Earth will devour (a weird Portuguese idiomatic expression, sorry!)

9. Hoerikwaggo (Mountain in the Sea) is the original name given to the mountain chain by the indigenous Khoisan people of the Cape.

10. There is a lake in the Cape of Good Hope that has no rivers that lead into it: It is kept full only by underground water.

Sorry, but what are you still doing reading this post? Go book your flight, right now. And happy travels.

Top 10 fascinating dolphin facts

  • Dolphins used to live on land before adapting to the water. When scientists studied their fins, they found out that they are actually formed like legs and toes
  • Considering that dolphins now live in the sea and us humans on land, it is interesting to know that just a tablespoon of water in a dolphin’s lung could drown it, while a human would drown after two tablespoons
  • Breathing is not an automatic response for dolphins like it is for humans; they must tell themselves when to breathe, just like your blond ex-girlfriend
  • While sleeping, a dolphin must stay at the surface so its blowhole is not covered with water and it only switches off one side of its brain to keep breathing and staying alert
  • Dolphins give themselves names; they develop their own individual whistles as names. Mariiiiiiiiiiiiiiiiiiiia…
  • If you killed a dolphin during the time of Ancient Greece it was punishable by death, because to the Greeks, dolphins were sacred fish
  • Dolphins are carnivores and an average dolphin eats about 30 pounds of fish a day
  • Dolphin sonar is superior to bats sonar and man-made sonar
  • Dolphins have few natural enemies, and we are their main threat
  • They are as smart as apes
  • They might be even smarter than you flatmate

Oh, they were 11 dolphin facts, I apologise.

Whale shark

 

Whale sharks eat mostly plankton and, as they are the World’s largest fish, they eat a lot, but I mean a lot of plankton. Did I say that they eat mostly plankton? Well, I was about to be it’s second favorite dish, if the diver hadn’t pull my leg, and ruined my selfie with the whale shark. Part of me wants to thank him, and part of me will always hate him.

O tubarão baleia é o maior peixe não-extinto conhecido, e podem chegar a ter um comprimento de 12,65 metros e um peso de cerca de 21 toneladas. Isso é que é comer plâncton, macro-algas, krill, pequenos polvos e outros invertebrados. Normalmente não se alimenta de carne e por isso pensei em tirar uma selfie bem pertinho com ela ou ele (não consegui decifrar). O mergulhador puxou-me pela perna segundos antes de eu me ter tornado o seu segundo prato favorito. Não sei se agradeça ou se o odeie, a foto teria ficado fantástica.

Os meus olhos virados para Toronto

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Toronto na língua indígena significa Ponto de Encontro. Capital de Ontário, é a maior cidade do Canadá e a quarta maior cidade da América do Norte. É multicultural, atraindo milhares de imigrantes todos os anos. Quase metade dos Torontianos nasceu fora do Canadá. Mais de 100 idiomas e dialectos são falados diariamente na cidade. Tanto que foi difícil aperceber-me do famoso sotaque canadense. Portugueses ou luso-descendentes, existem cerca de 550 mil no Canadá, e 130 mil só em Toronto.
É uma das cidades mais seguras do continente americano. Não é preciso muito, já que concorre com cidades do México, dos Estados Unidos da América, do Brasil, mas ainda assim o nível de criminalidade é tranquilizadoramente baixo.
O que me chocou bastante foi ver a quantidade de sem-abrigos a viver nas ruas da cidade, especialmente da primeira vez que estive lá, porque era Inverno e no Inverno deles a temperatura pode cair até -50 °C durante a noite, se incluirmos o factor do vento. A cidade construiu alguns abrigos, incentivados pela morte de um sem-teto, mas pouco ou nada me pareceu que a cidade faz por eles. Na altura do Natal todos se lembram deles, e depois nos outros 11 meses, o que acontece?

A arquitetura dos prédios e edifícios de Toronto é contemporânea, embora se encontre alguns baseados no estilo gótico ou no Art Déco. De todo o hemisfério ocidental, é a cidade com mais arranha-céus em desenvolvimento. A Torre CN que é dos maiores marcos da cidade, é a segunda estrutura mais alta do mundo, em terra firme sem ser sustentada por cabos, com 553 metros de altura. Gastei um pouco mais do que queria, mas valeu a pena: pisei e andei em cima da mais famosa passadeira de vidro, de 7 centímetros de espessura que facilmente aguenta o meu peso e o peso de mais 11 hipopótamos, sendo que não há qualquer relação óbvia entre mim e um hipopótamo, e dei a volta ao edifício a pé, do lado de fora, a olhar para as pessoas pequeninas lá em baixo, com um fato especial seguro a cabos de segurança que se certificaram de que um ventinho mais rebelde não me transformaria no Peter Pan. Só este passeio de cabelos ao vento custou 195 dólares canadianos. Mas inclui vídeo e fotos. Menos mal: algo que prove a minha loucura. Mas foi interessante fazer o passeio, que está marcado como record mundial do Guinness. Se puder, e ainda sobrar dinheiro, jante ou almoce num dos restaurantes com uma vista de 360°. Para saber mais sobre a CN Tower: http://www.cntower.ca/en-ca/home.html.

 

Se não tem muitos dias para descobrir Toronto, eu sugeria que comprasse um bilhete para o autocarro Hop On Hop Off que custa cerca de 35 dólares e percorre as partes mais interessantes da cidade. Eu não me arrependi. E pode dar as voltas que quiser com o mesmo bilhete e sair onde quiser. Pode sair na Torre CN, na Casa Loma, no Museu de Sapatos Bata, no Museu Royal Ontario, na Galeria de Arte Ontário, no Hockey Hall of Fame, no Mercado Saint Lawrence, na Distillery, no Museu Railway, no Eaton Centre, em Dundas Square, no Harbourfront Centre, City Hall, Museu Gardiner, Theatre District, Chinatown, no Mercado Kensington, em Bloor Yorkville, em Queen’s Park, Club District, em University Toronto, na Baldwin Village.
A Casa Loma é sem dúvida uma das saídas a não perder. Tem uma aparência de castelo neorromântico, e foi a casa dos sonhos do Sir Henry, um financista canadense. Agora é um museu, mas até 1914 era a maior residência da América do Norte. Entretanto, a casa nunca foi terminada porque o Sir Henry perdeu o seu monopólio de energia em favor do poder público, e depois acabou por investir em terras, e morreu na penúria, com todas as suas propriedades confiscadas por causa da grande depressão no pós-guerra. Mesmo não terminada, a Casa Loma tem 5 acres de jardins, tinha 59 telefones espalhadas nos compartimentos, 2 passagens secretas, túneis, 98 quartos, 30 casas de banho, uma adega com capacidade para 1700 garrafas de vinho, uma biblioteca com mais de 10 mil livros, e foi cenário de muitos filmes e séries de TV, por exemplo foram lá gravadas algumas partes do filme X-Men para representar a escola de mutantes do Professor. Pode saber mais aqui: http://www.casaloma.org.
O Museu de Sapatos mostra a história e evolução dos sapatos, um pouco por todo o mundo, com mais de 12 mil pares. Se gostar de admirar obras de Picasso, Van Gogh e de Rembrandt, a Galeria de arte Ontário é também uma paragem obrigatória. Com 55 mil metros quadrados, abriga mais de 79 mil obras, incluindo algumas datadas antes de Cristo.
Dizem que para se conhecer bem uma cidade deve se conhecer bem pelo menos um dos mercados públicos. O de Saint Lawrence tem 3 edifícios incorporados, mas é no Mercado Sul que consegue comprar frutos do mar frescos, carnes de todos os tipos, queijos de todos os lugares do mundo, frutas e verduras exóticas, todos os tipos de grãos, diferentes tipos de mostarda (Anton Kozlik’s Canadian Mustard), muitos mas mesmo muitos, e deixem-me dizer mais uma vez, muitos tipos de arroz, provar o World Famous Peameal Bacon Sandwich na padaria Carousel, apreciar um churrasco tipicamente português, e encontrar até fast food de frutos do mar.
O Kensington Market vale uma visita ou duas ou dez. No entanto, não se deixe enganar pelo nome. Não é um mercado e sim um bairro artístico e eclético, além de ser o lugar ideal para parar, sentar e fazer uma pausa para um café, ou para uma tarte deliciosa. Se entrar no Wanda’s Pie In the Sky na Av. Augusta vai ver que tenho razão. É que eu nem gosto de tartes e saio sempre de lá com duas na barriga, e ainda a sonhar com a terceira. Nem quero pensar o que seria de mim se gostasse de tartes, alguém teria de me lavar o estômago mais tarde num hospital qualquer. Depois das tartes, resolvi andar mais um pouco a continuar a perder-me pelo bairro. E quase choquei com o Garden Car, ou carro jardim, um projeto artístico criado em 2006, e que consiste num carro todo pintado a grafite e preenchido, logicamente, com terra e plantas. Sim, eu sei: para quem não gosta ou não entende arte, o primeiro pensamento é há quantos anos foi aquele carro abandonado ali. A verdade é que o dia-a-dia de Kensington Market é preenchido com música, filmes, e muitas mostras de pintura e outras artes. Em Dezembro, o bairro realiza um desfile de bonecos gigantes, chamado de Festival de Luzes, com atracões que lembram o circo com pessoas a engolir e a cuspir fogo, mas ao som de muito samba. Este bairro, que no início dos anos 90 era conhecido como Jewish Market, ou mercado Judeu, costumava ter como moradores imigrantes europeus judeus, e ainda hoje pode visitar algumas das sinagogas criadas na época. Hoje em dia, e desde 2006, a área é património histórico nacional. As ruas do Kensington Market tem uma arquitetura vitoriana, com algumas casas muito bem conservadas, mas a maioria dos residentes de agora são chineses, talvez porque essa parte de Toronto está situada mesmo ao ladinho da Chinatown. E com tantos imigrantes em Toronto, provavelmente sentindo saudades de casa e sem falarem bem ou nada inglês, foram nascendo pequenos países dentro dessa cidade tão internacional. A Chinatown é exemplo disso, mas há muitas outras.
A zona entre as ruas Bathurst e Dufferin é conhecida desde 1970 como Little Portugal. Sempre que podia, eu dava um pulinho ao meu Portugal Pequenino para comer um frango assado tradicional. E sabia-me exatamente igual ao frango aqui da velha da Pontinha. No Little Portugal também encontra muitas padarias e pastelarias e se nunca provou é a altura de conhecer o sabor do bolo-rei. Na primeira vez que lá estive, também pude matar a saudade dos tradicionais enchidos portugueses e deliciar-se com as tripas à moda do Porto, carago! Portugal todo cabe em Toronto.

 

Há restaurantes, papelarias, supermercados, tudo à moda portuguesa. Até cheguei a encontrar num muro, pintado ou em jeito de grafite, uma espécie de desenho do nosso Galo de Barcelos. Não perdi a oportunidade e avancei na neve com orgulho e determinação e tirei uma selfie com ele.

 

Mas os italianos também se podem sentir em casa em Toronto, em Little Italy, com muitos pizzarias, muitos locais para aperitivos, e quem sabe umas máfias pequenas para não perderem a prática. E a Chinatown não é mais do que uma China pequena.
Mas vale a pena ir a Chinatown nem que seja uma vez. Eu tropecei numa festividade com entrada livre durante o fim-de-semana. Se há algum casamento, ou comemoram o início de um negócio ou qualquer outra coisa que o valha, lá se metem, com todo o respeito, dois chineses dentro de um fato de leão, que no Verão deve ser muito quente e no Inverno muito frio, e atuam à frente de moradores e turistas incrédulos. Sei que parece que não, mas adorei a experiência. Senti-me na China.
Se gosta de caminhar, a rua mais comprida do mundo fica em Toronto: A Younge Street. Tem 1896 km de comprimento e grande parte dela é comercial com muitas atracões turísticas como o Eaton Centre, o Dundas Square, e o Hockey Hall of Fame.
Para fazer compras, eu aconselho as paragens da Eaton Centre, com mais de 200 lojas, e da Dundas Square, que é a praça mais importante e visitada da cidade, e oferece feiras, filmes e música na rua, está rodeada de lojas, restaurantes e bares badalados, como por exemplo o Hard Rock Cafe.
Na Dundas Square tem sempre qualquer coisa a acontecer, nem que seja parar para observar os muitos e suis generis artistas de rua. É a Times Square de Toronto, com uma infinidade de outdoors luminosos ao seu redor. Se lhe apetecer participar de uma discussão sobre religião também é aqui que encontra por vezes um ou dois fanáticos de microfone em punho.

 

O High Park é o maior parque de Toronto e tem um zoológico de entrada livre. Tem também campos de futebol, ringue de patinagem exterior, jardins e trilhas para caminhadas e ciclismo. Enfim, não faltam são coisas para se fazer em Toronto.

 

Quando está sol e calor, as ilhas de Toronto são um dos principais destinos não só dos turistas mas também dos moradores da cidade. Tem 230 hectares, mais hectare menos hectare e é a maior comunidade urbana sem carros da América do Norte, por isso vá de bicicleta. Faz bem ao Planeta e à gordura que se costuma acumular à volta da cintura. Alugue por algumas horas uma das bicicletas da cidade, e depois apanhe um dos muitos barcos que seguem para as ilhas e partem do Harbourfront, por 7 dólares canadianos ida e volta. Eu aconselho a Ward’s Beach, é cercada de árvores e áreas para piqueniques.

 

Toronto é definitivamente um daqueles lugares para visitar antes de se bater as botas. Entendo bem que tenha milhares de imigrantes todos os anos que escolhem Toronto para viver. Um dia sou eu, quem sabe. Se ficou com curiosidade, veja tudo o que pode fazer em Toronto aqui: http://www.city-discovery.com/toronto.

O doce caos de Lima

Aqui em Lima é salve-se quem puder e com isso lido eu bem. As cidades muito organizadas provocam-me angústia na ponta dos dedos. Lima é a capital e maior cidade do Peru. Está localizada nos vales dos rios Chillón, Rímac e Lurín, banhada pelo Oceano Pacífico na parte central do país. Com uma população de quase nove milhões de habitantes, a área metropolitana de Lima é a quinta maior da América do Sul e a quinta mais populosa da América Latina. Fundada a 18 de Janeiro de 1535 por Francisco Pizarro como a Cidade dos Reis passou a ser a capital do Vice-Reino do Peru durante o regime espanhol, e depois da independência do país passou a ser a capital do Peru. Ao ser fundada, recebeu o nome de Ciudad de los Reyes pelo território ter sido invadido pelos espanhóis no dia dos Reis, 6 de Janeiro. Muito original. No entanto, persistiu o nome indígena da região, pelo qual o novo centro urbano tornou-se conhecido como a cidade de Lima. O Centro Histórico de Lima está classificado como Património Mundial da Unesco desde 1988. Nas edificações do centro histórico há muitíssimos balcões da época republicana que conferem uma característica muito singular à cidade de Lima.

Fiquei hospedada no JW Marriott, em Miraflores – um dos meus hotéis preferidos e que oferece um pequeno almoço também esse de reis. À frente do hotel, a 30 pernas de distância, há um centro comercial chamado Larcomar, com várias lojas e restaurantes de renome. A gastronomia peruana é considerada uma das melhores do mundo, por isso, aproveite para provar o prato ceviche, o limo saltado e uma Inca Kola. Aconselho o restaurante chamado Popular, com os seus pratos típicos e cheios de sabor, que o meu estômago não vai esquecer durante muito tempo.

 

E se tem uma pequena arqueóloga a viver dentro de si, não deixe de visitar a pirâmide de Huaca Pucllana, ainda em Miraflores, de 25 metros de altura.

É considerada um dos mais importantes centros cerimoniais da cultura de povos pré-hispânicos no país.

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Quando eu quis ir até ao centro da cidade, andei um pouquinho e chamei um táxi. À antiga, com o braço esticado. Custou-me 25 Soles, a moeda do Peru. Os táxis são baratos e não há taxímetros, por isso negocie o valor da corrida antes mesmo de entrar no carro. A maioria da população fala os idiomas quíchua e aimará, línguas dos indígenas pré-colombianos. No entanto, nada de desespero, a língua oficial é o espanhol e eles até percebem bem o português.

 

Chegada ao centro histórico, comecei a minha visita a pé sem mapas e sem máquinas fotográficas, porque gosto de me confundir com os locais. Aconselho um pulo à Plaza de San Martín, que foi inaugurada a 27 de Julho de 1921 para comemorar o centenário da Independência do Peru. Nela foi instalado um monumento equestre a José de San Martín. Está rodeada de edifícios importantes como o Grande Hotel Bolívar e o Teatro Colón.

 

Outra praça importante de ser visitada é a Plaza de Armas, que está localizada no mesmo local onde em 1535 o conquistador Francisco Pizarro fundou a cidade. Fica mesmo no coração do centro histórico de Lima, que é cercada por prédios espetaculares, como o Palácio do Governo, a Catedral de Lima, a Casa do Magistrado e do Palácio do Arcebispo de Lima. Todos dignos de uma visita de médico.

 

A troca de guarda acontece aqui e pode ser assistida ao meio-dia.

 

Entrei na Catedral de Lima. O edifício actual, na Plaza de Armas, é o resultado de uma série de transformações por que passou o primeiro templo, de 1535, a última intervenção datando de 1940, em virtude dos danos sofridos em repetidos terramotos. Mesmo assim guarda alguns elementos ainda antigos, como o frontispício em pedra talhada. Está rodeada por quinze capelas, um dos quais contém os restos mortais do próprio conquistador Francisco Pizarro.

 

No interior existem altares em vários estilos, desde o barroco até ao neoclássico, muitas pinturas e esculturas, e um cadeiral em madeira entalhada que é uma das obras-primas da talha colonial peruana.

 

A cidade está cheia de influências coloniais e arquitectura inca. Sem dúvida que merece uma visita. Dá para ver tudo do centro da cidade num dia.
No Peru, o risco de sismos é elevado por estar na fronteira de duas placas tectónicas, mas se serve de conforto, por todo o lado se encontram alertas para zonas seguras em caso de sismo. Assim como, em Miraflores, me apercebi de várias rotas de evacuação ao largo da costa, em caso de tsunami.
Antes de escurecer, ainda fui ver o Cristo do Pacífico, que está no alto de uma colina chamada Morro Solar. A escultura de 22 metros de altura foi feita no Brasil e transportada por partes para o Peru. Legalmente. O local tem um significado histórico, porque ali aconteceu uma batalha importante na guerra do Pacífico no século XIX. Mas vá de táxi, porque é um bocadinho perigoso subir o morro a pé. E depois alguém vai ter de o descer. À noite. No entanto, dessa colina, vi o melhor pôr do sol de sempre, num silêncio tranquilizador que contrasta grandemente com os sons da cidade de Lima lá em baixo – uma mistura perfeita de buzinas insistentes e gritos repetitivos de homens pendurados nas portas das camionetas indicando os nomes dos bairros para onde se dirigem. O transporte clandestino é ainda bastante comum e os preços são cobrados de acordo com a distância percorrida.

 

Um destino popular dessas camionetas é o bairro boémio do Barranco. Além de parques bonitos, tem os melhores restaurantes, bares e discotecas da cidade. Uma das bebidas mais pedidas é o Pisco Sour, preparada com pimenta, limão, clara de ovos, canela e pisco – uma aguardente típica peruana. Tão característica e tradicional quanto a querida Cuca de que os meus pais ainda hoje falam. Mas visite o bairro do Barranco também durante o dia. Para além da sua alma boémia, tornou-se recentemente no centro cultural da cidade, com lojas de design e galerias de arte a abrir em todo o bairro tão rapidamente quanto flores na Primavera, acrescentando ainda mais valor às mansões que por ali foram construídas. Vale também uma visita a Puente de los Suspiros. Diz a lenda que se fizer um pedido e a atravessar completamente sem respirar, o seu desejo será realizado. Mais um bom motivo para deixar de fumar.

Outra curiosidade de Lima é o facto de não chover na cidade. Ou pelo menos não chove condignamente, contou-me o senhor Oscar – um dos recepcionistas simpáticos do hotel. Aparentemente ninguém usa nem sequer tem um guarda-chuva em casa. Menos uma coisa para guardar na sua mala de cabine.A cidade de Lima é também a porta de entrada para quem quiser ir até à cidade perdida dos Incas, Machu Picchu, e a outros Patrimónios da Unesco no Peru, como Cusco e Arequipa. Mas estes ficam guardados para uma próxima aventura.

 

Os Beatles de Zanzibar

Os Beatles de Zanzibar

Se parece que lhes pedi para pousar para a foto, de maneira a que lembrasse a capa do CD dos Beatles, não foi bem assim. As crianças de Zanzibar são livres de movimento e a mim agrada-me o desafio de tirar as fotografias do momento, sem que ninguém disso se aperceba, para que não haja nelas um menor toque de falsidade.
Em Novembro, apanhei o avião da Emirates de Gatwick para o Dubai, no dia seguinte o voo da Etihad de Abu Dhabi para Dar Es Salaam, e depois de umas horas de espera naquele pequenino aeroporto onde a única coisa segura de ser ingerida era um chocolate raquítico, lá fui eu para Zanzibar num Cessna. Sentei-me à frente ao lado do piloto no caso de ele precisar de ajuda para aterrar.
Ao sobrevoar Dar Es Salaam reparei, como é de se esperar, que não se avistava um prédio, nem daqueles pequenos, as casas não tinham mais que um ou dois pisos, sempre em tons brancos e cinzentos. E muitas casas não tinham sequer tecto. Não era ainda a África que eu esperava. Demasiado cinzenta, e cheia da pó.

Ao aterrar em Zanzibar, a vista foi tão poderosa que senti quase que a imagem da terra e das águas me invadia os olhos, os dilatava e acabava por fazer transbordar; cheios de praias infindáveis de águas tão azuis e transparentes, de areia tão branca e arenosa.
A viagem até ao meu hotel em Jambiani deu-se em estradas de terra rodeadas de verde por toda a parte. A terra era castanha-vermelha. Ainda me lembro do cheiro da chuva forte e quente e rápida na terra molhada. As roupas e os panos que as mulheres usavam na cabeça tão coloridos. Uns quantos bebés às costas, enroladinhos em panos alegres, e duas ou três crianças empoleiradas numa só bicicleta. Não há de certeza nenhum luxo, ainda que muitos deles tenham smartphones, muito pelo contrário, e a vida nas aldeias pelas que passei é bem simples, mas parecem todos felizes.
Todos os caminhos de terra são feitos de altos e buracos, veteranos sejam os carros e os seus pneus furados. Quem tem televisão, coloca-a fora do casebre e ajeita um ou dois sofás, para partilhar com os vizinhos o programa da noite, no único canal que a antena apanha, vizinhos esses que trazem mais umas cadeiras de madeira ou de plástico. Drive-in cinema em jeito de África. E quem menos tem, é quem mais sabe partilhar. Bem-vinda a África, pensei. Zanzibar tem tanta praias com areais extensos, palmeirais, águas azuis-turquesa, que difícil foi saber onde ficar.
As mais bonitas talvez sejam as praias de Pongwe, Paje, Kendwa, Matemwe e Jambiani. Fiquei hospedada no RedMonkey Lodge, no extremo sul de Jambiani. A próxima fotografia é a vista do restaurante do lodge. O areal é vasto e logo pela manhã as crianças brincavam à bola ou simplesmente corriam livres umas atrás das outras.
Um dos meus restaurantes preferidos chama-se The Rock e fica na praia de Pingwe. Como o nome indica, é um restaurante construído num recife de coral, a imagem de marca de Zanzibar. No topo de um rochedo, o restaurante pequeno e pitoresco está envolto pela água na maré alta. Da lambreta estacionada até às escadas do restaurante foi uma viagem de 2 minutos a pé e 30 segundos de barco. Mas se tivesse sido muito mais longa também teria valido a pena.
Já a cidade velha de Zanzibar, é a mistura perfeita de África com a Arábia. É notória a influência árabe na chamada Cidade de Pedra, Stone Town ou MjiMkongwe na língua suaíli, o núcleo central da atual cidade de Zanzibar, localizada na costa oeste de Unguja, a principal ilha do arquipélago, parte da República da Tanzânia, na África oriental. Situados?
Nos últimos 200 anos a cidade quase que não mudou, conservou as ruelas sinuosas, os bazares movimentados, as mesquitas e as grandes casas árabes cujos proprietários originais competiam uns com os outros pela maior extravagância. Património mundial da UNESCO, a Cidade de Pedra foi visitada por duas pessoas muito importantes: Vasco da Gama em 1499 e eu em 2016. Tanto ele como eu, ficámos tão impressionados com a cultura e a beleza do lugar e todas as suas potencialidades, que quisemos voltar. No entanto, a influência portuguesa era limitada e chegou ao fim no final do século XVII, e agora só lá podemos ir visitar.
O nosso papel comercial foi tomado pelos árabes de Omã, lidando em cereais, peixe seco, marfim e escravos. O terceiro componente arquitectónico veio da Índia, com os comerciantes indianos a comprarem casas Omani e a adicionarem varandas e um piso superior com quartos, sendo que as atividades comerciais se davam no piso inferior. Em 1890 chegaram os britânicos, sempre por último, e a monopolizarem tudo que já tinha sido trabalhado por outros antes. O último a rir, ri melhor.
E se por algo é famosa a cidade, uma das razões são as portas que adornam as casas históricas. São magnificamente esculpidas e estão espalhadas por toda a cidade velha. Infelizmente, essa prosperidade vem dos tempos do triste mas lucrativo comércio de escravos. Entre 1450 e 1860 milhões de africanos foram escravizados, transportados e vendidos em Zanzibar. Quando abolida a escravatura, a riqueza desapareceu com ela, sendo estas portas de Zanzibar um dos poucos testemunhos desse tempo colonial, agora também elas definhadas.
Se gosta de mercados, o Darajani Bazaar é memorável. Impregnado de cores e cheiro a peixe, que a mim não me incomoda, vende-se lá um pouco de tudo: carne, especiarias, legumes, frutas, peixe, bonecos de plásticos da china, colares, doces, sapatos e roupas, e quanto mais comprar melhor é o desconto, isto se souber regatear. Há quem esteja interessado demais em vender, e torna-se agressivo e há os que nem repararam que eu queria comprar. A maior parte deles são simpáticos e gostam de saber de onde vimos.
Uns afastam as moscas com jornais enrolados, outros dormem com moscas a pousar-lhes no nariz. O mercado é uma explosão de cores, cheiros e sons, tipicamente africano, confuso e interessante.
O mesmo vendedor de especiarias, expostas num barco de madeira, perguntou-me quatro vezes, em quatro locais diferentes, se eu as queria comprar. E quando eu dizia que não e agradecia, dizendo asante sana, ele respondia que não havia problema, akuna matata, e seguia caminho. Se quiser experimentar um peixe da zona, o mais popular em Zanzibar é o changuu, muito saboroso. E se estiver de manhã no mercado pode observar os locais entretidos e entusiasmados com o leilão de peixe, e quem sabe tentar participar.
Já que está na Stone Town, vale a pena seguir a viagem de 20 minutos de barco até à Prison Island, local que foi usado como quarentena para doentes com febre amarela e que hoje é um hotel de luxo e casa de uma colónia de tartarugas gigantes e centenárias. Se quiser, pode dar-lhes também folhas e galhos que comem tudo com lentidão e agrado. A mais velha tinha 189 anos e já parecia estar um bocado farta. Depois da visita guiada às tartarugas, aproveitei para antes de voltar de barco, fazer um pouco de snorkeling porque os corais à volta da ilha, cheios de estrelas do mar e outras maravilhas, sem dúvida que convidam.
Em menos de 7 dias, apaixonei-me completamente pela alegria contagiante das crianças, pela simpatia e simplicidade do povo, pelas ruelas histórias da cidade de pedra, pelos bazares coloridos de cheiros intensos. Perdi-me de amores pelas águas transparentes e mornas, pelo cheiro da terra vermelha molhada, pelos raios de sol bem cedo e pela chuva que não molha. Apaixonei-me silenciosamente pelo som ensurdecedor das ondas a quebrar na areia. E pelos olhares tão profundos das tuas crianças, Zanzibar: Nakupenda.

Zanzibar

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In November last year I took an Emirates flight from Gatwick to Dubai, and the following day an Etihad one to Dar Es Salaam. After few hours of waiting in that small tiny airport in which the only thing safe to eat was a mars bar, I got in the cockpit of a cute Cessna heading to Zanzibar, a beautiful tropical island in the warm Indian Ocean off the coast of Tanzania.

 

The road to Jambiani where the Red Monkey lodge is situated and I was going to stay for 6 nights, it was full of holes and dust but worth it. I passed by beautiful women with typical African colourful clothing, and tiny babies tied up on their backs.

 

There is no artificial luxury over there, just nature-luxury. Who owns a TV, places it outside their small huts so that the whole community can watch together. They bring their couches and chairs and share it. I thought it is the best way of watching TV ever: a spontaneous drive-in cinema in the beautiful African way.

 

The best beaches are Pongwe, Paje, Kendwa, Matemwe and Jambiani. You wake up with the sound of waves and with the kids playing football on the beach. The transparent waters, and the white sandy beaches made my day, everyday.

 

If you like dining out, there you can do it in Arabian style houses, on rooftop terraces or even on a rock. My favourite restaurant is The Rock, and is at the Pingwe. It used to be a fishermans’ post, so the restaurant has only 12 tables that are filled fast. Make sure you make your reservation so that you get the best seats in the house. The views are breathtaking. The restaurant can be reached on foot, but at high tide you will need to be transported back to the mainland by boat. The trip takes 2 minutes.

 

Zanzibar is full of history multicultural heritage and beautiful sights. Stone Town is a city of historical and artistic importance in East Africa because of its architecture mostly dating back to the 19th century. It reflects the many influences of the Swahili culture, being a unique mixture of Arab, Persian, Indian and European elements. For this reason, the town was designated as a UNESCO World Heritage in the year 2000.

 

The most well known feature of Zanzibari houses are the finely decorated wooden doors, with rich carvings.

 

Did you know that Freddy Mercury from Queen was born in Stone Town? I didn’t. Actually he was born Farrokh Bulsara. The heart of Stone Town mostly consists of narrow alleys lined by houses, shops, bazaars and mosques. Since most streets are too narrow for cars, the town is crowded with bikes. Everyone seems to use the Dala-Dala share taxis, but I think the far best option is to rent a scooter: it is cheap and fun.

 

Vasco da Gama the Portuguese navigator has been in Zanzibar in 1499, and me 517 years later, but both were likely well impressed. Actually the first Europeans to set foot on the island were the Portuguese. We ruled the island for over 2 centuries and began constructing Stone Town’s first stone structure, the Old Fort. But, towards the end of the 17th century the Sultan of Oman took over. Rolling my eyes here.
Between the 15th and the 19th century Zanzibar was the centre of slave trade. During the opening years of the century, annual import to Zanzibar was estimated to be about 15,500 slaves. Thank God it stopped, even if way too late. A far better market is one of fresh fruits and fish, for sure. Then go to Darajani Market.

 

Darajani Market is a covered bazaar in the middle of Stone Town on Creek Road constructed in 1904. It is one of the best places to see the daily life and culture of Zanzibar from close. Here the locals can buy things of daily household use from fish to sewing machines. The most popular fish is called changuu, very tasty I’m sure. In the morning there is also a fish auction.

 

Speaking about Changuu, since you are in the Stone Town, why not going to Changuu Island? Better known as Prison Island, the island was supposed to be a prison for slaves but no prisoners were ever housed and instead it became a quarantine station for yellow fever cases. Now it is a tourist resort and the home of endangered Aldabra giant tortoises. The oldest I spoke to was 189 years old and seemed quite bored with life.

 

To absolutely everyone, people and tortoises, that welcomed me so warmly in Zanzibar I say thank you, or in Swahili: Asante sana. If you want to say hello it is Jambo. And if you happen to fall in love with some native, then tell him or her Nakupenda. These are basically the most important words we should ever need to say in any language.

Sorria, você está na Bahia

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Capital da Bahia, a cidade de Salvador foi fundada em 1501 e recebeu o nome de S. Salvador da Bahia de Todos-os-Santos. Foi um dos portos mais movimentados e a primeira capital do Brasil, na altura colónia portuguesa. É a cidade mais negra do Brasil, até mesmo chamada de Roma Negra, com a maior comunidade de afro-descendentes do mundo, fora de África. O legado está à vista nos bairros históricos, com música de fundo de tambores e berimbaus, jovens a fazer capoeira e as baianas com as suas vestes brancas e sorrisos largos a preparar o acarajé. Na língua africana ioruba, akará significa bola de fogo e jé, comer. Coma então uma bola de fogo, sugiro. O ofício da baiana é tão relevante na cultura da Bahia que foi declarado em 2004 Património Histórico Nacional. É também considerado santificado, esta oferenda que se faz aos Orixás, as divindades do Candomblé – religião de raízes essas também africanas. Salvador tem uma barraquinha em cada esquina onde pode petiscar esta delícia à base de feijão fradinho, camarão seco e vatapá, mas para experimentar os acarajés das baianas mais famosas tem de ir ao bairro do Rio Vermelho. No Largo de Santana, Dinha, Regina e Cira deleitam turistas, boémios e artistas esfomeados.
História, fé, natureza e muita diversão: é assim Salvador. Mas nenhum outro lugar espelha tão bem a alma da Bahia quanto o bairro histórico do Pelourinho, na cidade alta. Considerado Património da Humanidade pela Unesco, tem mais de 700 mansões dos séculos XVII e XVIII. Becos, descidas, subidas, e largos reúnem museus, igrejas, restaurantes, lojinhas e um corrupio de gente: de soteropolitanos, mas também do resto do Brasil e do mundo. Às terças-feiras há missa ao som de batuque na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, às 18h. A Rua de Santo António além do Carmo é ideal para apreciar o sol a dizer boa-noite na Baía de Todos os Santos, do alto de uma qualquer pousada colorida ou de um dos cafezinhos com esplanada. Qualquer foto que tirar no Pelourinho o transformará ainda em fotógrafo profissional; a beleza é inegável e tem inspirado músicos como Caetano Veloso e Michael Jackson. Pode passear entre a cidade alta e a cidade baixa facilmente e historicamente no Elevador Lacerda, uma das balizas da capital baiana de 1872. As viagens duram 30 segundos, com uma média de 19 mil pessoas por dia. Não leve joias ou relógios para o elevador, porque é certo que desaparecem. A minha avó que o diga.

Para além das muitas igrejas e casões no Pelourinho, do bulício das ruas, dos mexericos dos baianos, e do picante acarajé no Rio Vermelho, aconselho também uma paragem para a compra das fitinhas no Bonfim. A igreja do Senhor do Bonfim é a mais tradicional de Salvador. Bom presente para os familiares e amigos quando voltar de férias é então a fita colorida do Bonfim. Também é conhecida como medida, porque tem 47 cm – o comprimento do braço direito da estátua de Cristo no altar-mor. Os crentes, e eu quando lá fui, amarram uma fita nas grades ou no pulso com duas voltas e dão três nós para três pedidos, que dizem se materializar quando a fita cai. Como demorou muito tempo a cair, acabei por me esquecer dos pedidos que fiz. Anotem.

 

Às margens da Baía de Todos-os-Santos fica o chamado Solar do Unhão que inclui o Museu de Arte Moderna da Bahia, e reúne mais de duas mil obras de pintores brasileiros. Construído no século XVII, o solar ganhou há uns anos um restaurante, o Solar Café, com mesas ao ar livre e que fica bem animado ao Sábado ao som de jazz com sotaque baiano, num pôr-do-sol inesquecível.
A cidade de Salvador é tão variada que até tem uma praia histórica. Isso mesmo, foi na praia do Farol da Barra que os meus tetra-tetra-tetra-tetra-tetra-avós exploradores aportaram na primeira expedição em 1501. Na maré baixa formam-se piscinas naturais, antes de jantar pode ver mais um entardecer de cortar a respiração, e à noite tem bares animados por onde escolher.
Se puder, vá a um passeio de escuna pela Baía de Todos-os-Santos: dura sete horas e passa por várias ilhas. A principal paragem é a Ilha dos Frades, para banhos, com 2 km de orla onde se disseminam barraquinhas de comidas e bebidas. A chegada coincide com o pôr-do-sol que ilumina o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda e a cidade alta. Como vê, vai precisar de muitos dias de férias para assistir a tantos pores do sol apaixonantes em Salvador.

 

Se quiser conhecer as praias mais românticas do Norte, aconselho pelo menos três: a de Stella Maris, se gostar de surfar; a de Itapuã, com águas verdes e piscinas naturais; e a praia do Flamengo, enfeitada por dunas e coqueiros. Diversão e coisas para se ver e fazer não faltam em Salvador. Como os locais costumam dizer, sorria, você está na Bahia – nesta vibrante mistura de beleza, raças e crenças, onde eu tenho a honra de ter nascido e onde a alegria é a moeda de troca.

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